Crédito pessoal BPN
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Crédito pessoal BPN

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Crédito pessoal BPN

O crédito pessoal BPN é algo, agora, completamente extinto.

O BPN, Banco Português de Negócios, foi criado em Portugal em 1993 e era um banco de investimento.

Este foi certamente um dos bancos mais envoltos em polémica. Não em relação ao crédito pessoal BPN, mas em relação ao branqueamento de capital, à nacionalização e a privatização posterior do mesmo.

O BPN representou um pesado custo nas contas governamentais. Muitos foram aqueles que perderam o pouco dinheiro que lá conseguiram investir, e representou um assombro nos bolsos dos contribuintes.

As notícias eram muitas, e em jeito de brincadeira foram criados um sem número de sketch.

É provável que se lembre de outros formatos que os mídia usaram para abordar este tema. Seja como for não deverá desejar fazer um pedido de crédito pessoal BPN.

Iremos contudo, relembrar parte da longa história do BPN, que mexeu não só com o banco mas também com figuras políticas.

 

O inicio do BPN

Após a sua criação, que aconteceu pela união das duas entidades financeiras Soserfin e Norcrédito, o banco BPN foi crescendo na área de investimento.

Contudo quatro anos depois perdeu o seu acionista principal Américo Amorim.

Em 1998 José Oliveira e Costa, antigo secretário de estado do governo Cavaco assumiu a presidência.

Já em 2002 comprou o Banco Efisa, a corretora Fincon e o Banco Insular (de Cabo Verde). Não tendo comunicado a compra do Banco insular ao Banco de Portugal.

Relembre que sendo o Banco de Portugal a entidade reguladora, todas as compras e alterações terão que lhe ser comunicadas.

Em 2003 começou a sua presença no Brasil. Em 2005 20% do BPN Brasil é adquirido pelo Banco Africano de Investimento.

 

Inicio do Processo BPN

Em 2007 o Banco de Portugal pede esclarecimentos, exigindo saber:

  • Quem pertencia ao quadro de acionistas
  • A composição de separação das diversas ramificações empresariais, financeiras e não financeiras

Foi um ano depois que se iria iniciar o maior escândalo da banca portuguesa.

Em fevereiro de 2008  o então presidente do BPN, José Oliveira e Costa, abandonou a presidência, alegando problemas de saúde.

A sua sucessão foi feita pelo presidente do banco Efisa, Adbool Vakil.

Assim que começou a analisar os processos de gestão, Abdool Vakil, levantou dúvidas acerca da gestão que estava a ser feita até então e pediu uma investigação.

Nesta mesma altura o BPN viu-se envolvido na Operação Furacão, um processo crime de fraude e branqueamento de capitais, que teria inúmeras entidades financeiras.

Esta sucessão não durou muito tempo, uma vez que em junho do mesmo ano foi eleito um novo presidente Miguel Cadilhe, antigo ministro das finanças, do governo de Cavaco, e ex-administrador do BCP.

 

BPN entre nacionalização e privatização

Não foi preciso o ano acabar para que o banco ficasse com dificuldades de liquidez, sendo consequentemente nacionalizado e aglomerado pela Caixa Geral de Depósitos.

A nacionalização do BPN não deu por terminado o problema.

Ora se até aqui já tinha existido ajudas de pedido de liquidez, a partir desta altura, e com uma série de problemas financeiros para resolver, o BPN passou a ser um buraco negro no bolso do estado.

O parlamento exigiu esclarecimentos por parte do Banco de Portugal. Inúmeras figuras culparam o BdP por inação, que levaria mais tarde ao problema gigante que continua a ser, atualmente, um prejuízo público.

As auditorias mostraram perdas em mais de 900 Milhões de euros, que foram escondidas por antigos gestores.

Começa-se a verificar ligações políticas com inúmeras personalidades de destaque, como Dias Loureiro, entre outras figura do PSD e do PS.

Surpreendentemente, nem o então presidente Cavaco Silva, escapou a este escândalo.

Tal aconteceu por longos anos de relações profissionais, políticas e pessoais com o BPN e o seu antigo presidente.

No final do ano o banco vê uma nova liderança por parte de João Neves.

Em 2009 o BPN comportava uma perda de 1,8 Mil Milhões de euros.

Em 2011, o governo de Passos Coelho privatizou novamente o BPN, como uma das exigências da Troika.

A venda do BPN viu-se novamente envolta de polémicas, uma vez que o governo assumiu o pagamento da fatura dos ativos tóxicos.

 

O prejuízo do BPN

Em 2016 o peso que o BPN teve para o estado estava em 3,66 Mil Milhões de euros.

Sem esquecer os 4 Mil Milhões passivos nas sociedades veículos.

A única coisa que se sabe, no momento, é que este prejuízo irá continuar a aumentar, podendo ultrapassar os 7 Mil Milhões.

Inegavelmente uma fatura pesada para os contribuintes, sem fim à vista.

Ao momento já foram lidas sentenças, mas o caso ainda está em tribunal, uma vez que foram pedidos recursos.

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Pedro Henrique

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